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Combater o fascismo para defender nossos empregos e nossa instituição: rodada de assembleias de base!
Publicado por Mário Júnior - Qua, 10 out. 2018 09:06
O SINASEFE convoca suas seções sindicais a realizarem, de modo imediato, assembleias nas bases para debater com a categoria o posicionamento em favor da campanha do #EleNão para o segundo turno da eleição presidencial (que ocorrerá no dia 28/10), tendo em vista a necessidade urgente de se combater o fascismo para garantir a existência da Rede Federal de Educação e dos nossos empregos!
O SINASEFE orienta, ainda, a adesão das bases ao Dia Nacional de Paralisação, Luta e Resistência, convocado para 24 de outubro. Confira abaixo a Nota Oficial da Direção Nacional (DN) do SINASEFE:

É hora de combater o fascismo e defender a Rede Federal!

O debate político da conjuntura atual está bastante marcado pelas eleições, mas não se encerra nela. O resultado eleitoral do dia 7 de outubro é expressão do conservadorismo impregnado na sociedade brasileira nos últimos tempos. As manifestações de ódio, principalmente contra quem luta por direitos trabalhistas, só aumentaram. Por tanto, agora não se trata somente de um problema sobre qual governo iremos enfrentar de 2019 em diante, mas sim de quais valores humanos vamos cultivar.
O fascismo se caracteriza pelo autoritarismo, pelo corporativismo, pelo ódio ao diferente. Nada mais antidemocrático! Nesse sentido, o SINASEFE indica para suas bases que o combate aos comportamentos e aos representantes fascistas seja uma prioridade, seja nas urnas, ou seja nas ruas.
Nas urnas, uma vitória do candidato que afirma que é necessário escolher entre direitos ou ter emprego, apoiado pelas bancadas conservadoras do boi, da bala e da bíblia, é uma verdadeira tragédia que se explicita nas manifestações machistas, racistas homofóbicas.
Tais afirmações do candidato, e levadas às últimas consequências por seus apoiadores, ganharam força entre a população. Isso impregna como uma gosma qualquer debate sobre temas críticos e impede que a participação democrática se desenvolva. Contra estas práticas é preciso um posicionamento veemente.
Para nós, enquanto categoria, o desafio também não é menor. A Rede Federal de Educação está sob forte ataque a algum tempo, são exemplos disso:
  1. Emenda Constitucional nº 95/2016, que congela os investimentos primários até 2036;
  2. A Reforma do Ensino Médio e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Para que se tenha uma ideia do perigo colocado para a educação pública, registre-se que a Setec/MEC organizou um Seminário Nacional com o título "Desafios e Perspectivas da Formação Técnica e Profissional no Ensino Médio". Neste evento houve uma reunião envolvendo os Pró-Reitores de Ensino da nossa Rede, na qual os representantes do governo anunciaram seu desejo de aprovar, até novembro deste ano, as normas que conduzirão a aplicação da Reforma do Ensino Médio em nossas instituições;
  3. Escola Sem Partido, projeto que se caracteriza pelo cerceamento à liberdade pedagógica do professor. Truculentos e obscurantistas, os adeptos do Escola Sem Partido têm produzido conflitos muitos sérios entre professores, alunos e pais, com diversos relatos de ameaças às vidas dos educadores;
  4. Absorção de nossa rede pelo Sistema S (Sesc, Sesi e Senai), processo que se dará de forma concomitante à aplicação da Reforma do Ensino Médio, com a possibilidade dos professores da formação geral serem deslocados para prestação de serviços nas Redes Estaduais de Ensino Público.
Some-se ao quadro sombrio apontado que a candidatura do #EleNão - e as ideias defendidas pelo seu "guru" econômico, o ultraliberal Paulo Guedes - defende abertamente suas intenções privatizantes para educação brasileira e, no caso específico da nossa Rede, colocá-la imediatamente sob administração do Sistema S. Além disso, o candidato da extrema direita defende a ampliação irrestrita da Educação a Distância (EaD), a militarização das escolas, a cobrança de mensalidades em Instituições Federais de Educação (IFEs) etc.
Nas ruas, a prioridade é nos mobilizar contra os ataques aos direitos trabalhistas, pela defesa de nossos empregos e pela defesa da educação pública. Não podemos esquecer que a família do "coiso" é defensora do Escola Sem Partido, ataca a educação pública e os trabalhadores da educação. Por isso, nestas próximas semanas se intensifica a nossa atividade militante a nossa preparação para tempos difíceis e o combate ao candidato e aos valores fascistas. Só a luta nos locais de trabalho e estudo podem deter as manifestações de ódio e construir um poder autônomo dos trabalhadores.
A presença do #EleNão no segundo turno é uma ameaça à continuidade da existência da Rede de Educação Federal, o que significa rebaixamento salarial e precarização das condições de trabalho.
Portanto, orientamos todas as seções sindicais do SINASEFE que realizem assembleias gerais, objetivando debater os riscos do resultado das eleições presidenciais em curso no país.
O SINASEFE, honrando suas melhores tradições de luta e resistência, orienta que aprovemos, nas nossas assembleias de base, a campanha #EleNão, participando dos atos e movimentos antifascistas que serão expressos em atos suprapartidários e os da campanha de Fernando Haddad, que unificará o campo progressista e os movimentos sociais em defesa da Rede Federal, da Educação Pública e da Democracia.
Não estamos diante de uma simples eleição onde posições distintas disputam o futuro do país. Infelizmente, estamos assistindo ao neofascismo se transformar em um fenômeno de massa, com forte possibilidade de chegar ao poder. Nossa proposta é construir um grande movimento de resistência ao neofascismo, buscando unidade com outras categorias. Para isso, propomos que todas as assembleias votem a adesão ao dia Dia Nacional de Paralisação, Luta e Resistência, convocado pelo Fonasefe para 24 de outubro.

Chamamos toda nossa categoria à mobilização e unidade! Resistir é preciso!
O SINASEFE segue na luta contra o fascismo e em defesa dos nossos direitos!

#EleNão! #EleNunca!

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Última atualização em Qua, 10 out. 2018 11:48