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25/07: Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

O mês de julho é dedicado e homenageia mulheres negras. Mulheres essas que seguem firmes na luta por uma sociedade mais justa, sendo símbolo de resistência! Não podemos deixar de lembrar, também, de Tereza de Benguela, guerreira e líder quilombola. Junto às mulheres negras, no dia 25 de julho, Tereza é homenageada desde a aprovação da Lei nº 12.987/2014.

Sempre à frente na batalha contra a escravização, Tereza viveu no século 18 e chegou a ser chamada de rainha, quando comandou a estrutura política, administrativa e econômica do quilombo do Quariterê.

Assim, o dia 25 de julho serve, principalmente, para evidenciar a significativa população brasileira de mulheres negras, que foram e seguem fundamentais na construção do país e que ainda são invisibilizadas pelo machismo e pelo racismo. 

“No dia em que reverenciamos e homenageamos as mulheres negras latino-americanas e caribenhas, gostaria de me reportar a uma mulher que certamente, assim como Tereza, representa cada uma de nós”, destaca a secretária de combate às opressões do SINASEFE, Sônia Adão.

 “Com 14 irmãos, filha de lavadeira e de um pedreiro, sua vida apresentou desafios. Com formação técnica em enfermagem, foi para universidade diplomando-se em Serviço social. Professora e servidora pública, seguiu estudando e ampliando conhecimentos. Hoje, com 78 anos, é uma referência para as mulheres e, sobretudo para as mulheres negras. Construiu sua vida nas causas populares junto às populações das periferias e comunidades vulneráveis e empobrecidas. Aguerrida e empoderada, ela é a voz das mulheres nas lutas incansáveis por direitos sociais, políticos e de inclusão. Vereadora, governadora, senadora, ministra e deputada federal ocupou os maiores cargos políticos do cenário brasileiro” descreve Sônia. “Benedita da Silva é hoje mais uma homenageada. Bené, como carinhosamente é conhecida, é para todas nós uma homenagem viva!” revela.

Segundo a secretária, a palavra que a psicologia destaca nesse século é empatia. “Empatia é o sentimento que você exerce quando se coloca no lugar do outro. E foi com essa empatia que conheci essa mulher que tanto representa as mulheres negras brasileiras” defende a dirigente.

Ela relembra, ainda, um momento que vivenciou ao lado de Benedita: “Quando fui assistir à votação da reforma da previdência, encontrei a deputada federal Benedita da Silva, que ao me ver, numa troca de olhares concedeu minha entrada para o espaço reservado a votação do assunto. Sabe o nome que se dá para esse gesto? Pertencimento. Nós pertencemos às mesmas causas, às mesmas lutas e às mesmas glórias”, finaliza Sônia.

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