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8 de março: dia internacional de LUTA das mulheres

Neste dia internacionalmente destinado à celebrar, homenagear e saudar as mulheres, não deixaremos de reforçar: trata-se de mais um importante dia de LUTA! Mesmo que o viés consumista e capitalista aumente a cada ano, sempre lembraremos que as conquistas femininas foram, são e sempre serão fruto das LUTAS feministas.

Trata-se de uma data com versões diferentes para explicar suas raízes, que são inegavelmente operárias datadas do início do século 20. Ainda assim, esse foi um dia “reconhecido” mundialmente pela Organização das Nações Unidas (ONU) apenas em 1975.

Em tempos pandêmicos, quando o governo Bolsonaro banaliza e enaltece a morte, e os retrocessos políticos se somam cotidianamente, a luta das mulheres trabalhadoras se reafirma ainda mais urgente e essencial.

E como uma mulher luta? Do jeito que ela quiser e conseguir!

Estar viva 2021 já é uma expressão de luta: enfrentar diariamente o aumento da violência machista (com feminicídios crescendo 16% no Brasil e casos explodindo 50% mundialmente) e a incontrolável pandemia de COVID-19 (que além de nos adoecer física e mentalmente, adoece e vitima aqueles e aquelas que amamos).

Além de lutar para existir, lutamos também, diariamente, para assegurar conquistas básicas como os nossos postos de trabalho e o respeito ao espaços que, sob duras penas, não nos furtamos de ocupar.

Exigimos das autoridades que a vacinação contra a COVID-19 no Brasil aconteça efetivamente, para que sobrevivamos à esta pandemia. Defendemos ainda o direito à saúde mental: que pressupõe o respeito aos períodos de jornadas de trabalho e de descanso, fim do assédio moral e da sobrecarga, dentre outros.

Seguiremos denunciando a sobrecarga e o assédio, problemas que não atingem somente as trabalhadoras da Rede Federal, mas o conjunto de mulheres trabalhadoras. Confira e compartilhe os vídeos divulgados em nossa campanha.

Reforçamos ainda nosso chamado à todas: participem dos espaços de debate e luta, é quando nos movemos coletivamente que podemos construir uma sociedade diferente!

Fernanda Rosá e Gabriele Laís Mandler
(Coordenação de Políticas para Mulheres do SINASEFE)

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