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Ab is out!

Finalmente, o “Fora Weintraub” se tornou realidade! Na tarde de hoje (18/06), Abraham Weintraub informou em vídeo que não é mais o ministro da Educação do país. O anúncio foi feito em seu canal no YouTube, no qual aparece ao lado do presidente Jair Bolsonaro.

Economista por formação, docente da Unifesp por profissão, fascista por opção e idiota por prazer, Weintraub estava no cargo desde abril de 2019, quando substituiu Ricardo Vélez Rodríguez. Antes, já participava do governo, na condição de secretário-executivo da Casa Civil.

Na tentativa de “cair para cima”, o ex-ministro atribuiu sua saída a um convite para ocupar um cargo de direção no Banco Mundial. Mas já era público que nas últimas semanas ele passava por um processo de fritura dentro do governo.

Na última terça-feira (16/06), o ministro já havia admitido que a sua situação no governo era incerta. A demissão do ministro foi cogitada diversas vezes neste período de um ano e dois meses, mas ganhou contornos mais claros depois da divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22/04. Na ocasião, Weintraub sugeriu a prisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), e, por isso, acabou sendo incluído no inquérito que apura fake news e ameaças contra a Corte.

No último domingo (14/06), Weintraub se encontrou um grupo de manifestantes que conseguiram furar o bloqueio da Esplanada dos Ministérios, fechada para protestos pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Em vídeos compartilhados pelos apoiadores do governo, o ministro reiterou as ofensas aos magistrados.

No posto máximo do Ministério da Educação (MEC), Weintraub colecionou polêmicas:

  • apresentou programas privatistas para a Educação Pública (como o Future-se e o Novos Caminhos);
  • negou-se a receber sindicatos e entidades representativas de educadores e estudantes;
  • xingou educadores e servidores públicos;
  • incentivou ações de violência policial contra opositores;
  • desqualificou o trabalho de Instituições Federais de Ensino (IFEs);
  • cortou/contingenciou verbas da Rede Federal de Educação;
  • reduziu a quantidade de bolsas de pesquisa e pós-graduação;
  • atacou minorias e seus direitos (sua última ação como ministro, inclusive, foi a de revogar cotas para negros e indígenas em pós-graduações);
  • criticou as ciências humanas e ameaçou retirá-las das Universidades Federais.

Pela quantidade de ataques que proferiu nas redes sociais, inclusive criando uma crise diplomática com a China (maior parceira comercial do Brasil) por comentários de cunho racista, é possível pensar que Weintraub passou mais tempo em sua conta do Twitter que trabalhando pelo MEC.

O legado que ele deixa como ministro é sinistro: tudo que é negacionista, preconceituoso e raso foi defendido por Weintraub e ganhou espaço privilegiado no MEC. Houve desinvestimentos em setores e serviços essenciais às IFEs, o que deixou muitas delas na iminência de fechar vários campi.

Bolsonaro deve indicar em breve o sucessor de Abraham Weintraub. Uma incerteza: não sabemos quem virá. Uma certeza: Weintraub sai do cargo de ministro deixando o MEC muito pior do que quando ele entrou. Uma previsão: independente de quem venha, é muito difícil que exista alguém pior do que Weintraub, que faz por merecer o título de pior ministro da Educação da história do Brasil.

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