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Assista ao documentário: Padre Julio Lancellotti – Fé e Rebeldia

“Ficou sempre clara a minha opção preferencial, a opção evangélica pelos pobres, estar junto dos grupos mais vulneráveis, dos indesejáveis, dos mais evitados, daqueles que ninguém quer, ou, como disse o Papa Francisco, os descartados. Dentro deste sistema não tem solução, por que a lógica do neoliberalismo é o descarte”, defende o sacerdote paulista Julio Lancellotti. A declaração inicia o documentário lançado via YouTube no dia 1º de maio: Padre Julio Lancellotti – Fé e Rebeldia. Dezenas de entidades sindicais e populares (dentre elas o SINASEFE, Sintietfal e Sintifrj) apoiaram a realização do filme, que foi dirigido por Carlos Prozato e produzido por Paulo Pedrini.

Lançamento

“A solidariedade e a compaixão não são dimensões religiosas, são dimensões humanas” destacou o padre Julio durante o lançamento do documentário. A divulgação do documentário foi transmitida pelo SINASEFE, além da participação de Lancellotti, o evento virtual teve a presença de Carlos (diretor) e de Paulo (produtor). Confira no vídeo abaixo (1 hora e 46 minutos):

Íntegra do documentário

“Numa sociedade de classes, dependendo de onde você está, e se é daí que você pensa, vai ter conflito, mas não é uma coisa automática: nem todos que estão na base da pirâmide social têm consciência disso e querem lutar, muitos são coniventes com o sistema”, comenta o vigário. O filme mostra um pouco da rotina diária de trabalho do padre, que além das tarefas sacerdotais, participa ativamente do convívio comunitário e da distribuição de refeições e alimentos. Ao comentar as ameaças que vem sofrendo ao longo de sua trajetória, ele reforça: “As ameaças não são novas, elas se acentuam. Se você está ao lado dos perseguidos, será perseguido também. Você tem que saber, tem um preço histórico a sua luta: Dom Paulo pagou um preço, Paulo Freire pagou um preço”. Assista ao documentário na íntegra (43 minutos no total):

Quem é Julio Lancellotti?

Julio Renato Lancellotti é paulista, nasceu em 27 de dezembro de 1948. Foi ordenado presbítero em 1985 e atualmente exerce a função de pároco da paróquia de São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca, em São Paulo-SP.

Ele é conhecido por dedicar mais de três décadas de atenção e afeto para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Enfrenta críticas da extrema direita, e, infelizmente, voltou a sofrer ameaças durante a pandemia. “Eu não trabalho com morador de rua. Eu convivo com eles. Porque trabalhar parece que são objetos. É preciso olhar para a vida de forma humana. Isso não é tarefa só para os religiosos. Mas eu não conseguiria viver a dimensão religiosa sem humanizar a vida”, explicou em entrevista ao jornal El País.

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