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Governo autoritário

O governo Bolsonaro e o Congresso Nacional têm utilizado formas antidemocráticas para implementar projetos que eliminam direitos do povo. Para aplicar a agenda ultraliberal de destruição de direitos de Paulo Guedes e dos parasitas do mercado financeiro, a cartilha é sempre a mesma.

Primeiro iniciam uma ofensiva de redes sociais que mais parece uma guerra de conquista virtual, vendendo a ideia central que desejam implementar como a grande salvação do país. Para isso, se utilizam de fake news e de robôs virtuais que compartilham exaustivamente todo tipo de ataque ofensivo a quem se contraponha. A mídia tradicional, como a Globo e a Folha, não denunciam esse tipo de iniciativa porque concordam com as pautas liberais. Foi assim com a Reforma da Previdência (EC 103/2019), por exemplo.

Sem nenhum debate público profundo, mas com um clima de urgência artificialmente criado na opinião pública, o governo Bolsonaro e o Congresso Nacional partem para atropelar os mecanismos democráticos legais ou para manobrá-los.

No primeiro caso (atropelar), podemos citar a aprovação da PEC Emergencial (EC 109/2021), que prejudicou o auxílio emergencial e os servidores, quando o Congresso pressionou por um processo simplificado de aprovação sem passar por determinadas instâncias constitucionais de debate.

No segundo (manobrar), podemos citar as reiteradas Medidas Provisórias do governo Bolsonaro, utilizadas indevidamente como mecanismo de pressão permanente sobre o Parlamento para aprovar leis e para fazer vigorar, sem debate, medidas que duram 60 dias e que causam estragos permanentes, como a isenção fiscal para agrotóxicos e a menor restrição à compra de armas e munições.

Com a Reforma Administrativa (PEC 32/2020), estão fazendo o mesmo.

Os brasileiros precisam abrir os olhos para o autoritarismo do governo!