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Negacionista na CCJ

Bia Kicis é Deputada Federal pelo Distrito Federal. É uma extremista de direita do PSL, sendo a autora do polêmico Projeto de Lei nº 4650/2020, que pretende retirar a obrigatoriedade do uso de máscaras contra a COVID-19. Para Bia Kicis, não há evidências científicas para assegurar que o uso de máscaras protege a população, principalmente quando se trata de máscaras de fabricação artesanal. Segundo o portal Aos Fatos, a deputada é uma das personalidades que mais divulgaram informações falsas sobre a pandemia.

Quando Sérgio Moro e Henrique Mandetta foram retirados dos cargos de ministros, ela fez uma montagem (black face) com os rostos de ambos pintados de negro e mandou-os procurar emprego na Magazine Luiza. O ato racista foi muito repudiado nas redes sociais.

A parlamentar é investigada no inquérito das fake news, apontada como integrante de um grupo que defende a reedição de uma Ditadura Militar no país e que ataca constantemente as instituições democráticas brasileiras, especialmente o Supremo Tribunal Federal (STF). Recentemente, deu declarações sobre o ex-ministro Celso de Mello, chamando-o de “juiz de merda”. Foi associada muitas vezes ao blogueiro extremista Allan dos Santos, que teve suas redes sociais derrubadas por suspeita de cometer diversos crimes como ameaças à autoridades e incitação à violência ao STF.

Bia Kicis foi a indicação de Jair Bolsonaro para presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados – a mais importante da Casa Legislativa. Desde que assumiu o cargo, a deputada insiste em fazer avançar uma pauta que nada tem a ver com as necessidades imediatas da população. Em geral, trabalha para a aprovação do relaxamento das regras do isolamento social, ignora as questões ligadas à vacinação e ao investimento em hospitais. Recentemente, tem buscado colocar em evidência a implementação do voto impresso, alinhada com as posições de Bolsonaro, e acelerar o envio da Reforma Administrativa (PEC 32/2020) ao plenário da Câmara.

Por duas vezes, quase foi expulsa do PSL por infidelidade partidária. A deputada parece sempre estar envolvida em polêmicas a partir de suas opiniões e posicionamentos absurdos: defendeu o fim das medidas de isolamento social em Manaus-AM durante a crise da falta de oxigênio, confessou em vídeo um truque para burlar o uso de máscaras e defendeu que houve fraude nas últimas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Bia Kicis é a típica negacionista, que atua contra a ciência, que atua contra os fatos e que pratica a antipolítica.

No inquérito das fake news, no qual é investigada, a parlamentar aparece ao lado de figuras peculiares, como:

  1. o Deputado Federal suspenso Daniel Silveira (PSL-RJ), que está preso por ameaçar o STF;
  2. o auto-intitulado “Príncipe do Brasil”, Deputado Federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança;
  3. a extremista de direita Sara Giromini (ou Sara Winter), que foi presa no ano passado por manifestações a favor do fechamento do STF;
  4. o ex-Deputado Federal do centrão Roberto Jefferson, condenado no escândalo do Mensalão;
  5. o empresário bolsonarista Luciano Hang (o “véio da Havan”);
  6. e, como já citamos, o blogueiro Allan dos Santos.

Essa é a turminha de Bia Kicis. E todos eles são a favor da Reforma Administrativa apresentada por Bolsonaro e Paulo Guedes ao Congresso Nacional. Por isso, recomendamos pensar duas vezes antes de apoiar qualquer coisa que essa deputada defenda…