Nota do SINASEFE: atos virtuais do 1º de maio

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Iniciamos saudando a memória e o significado político do nosso 1º de maio classista em termos históricos. Este ano, excepcionalmente, em função da pandemia e da crise sanitária, a qual, corretamente, exige como medida de contenção à propagação do vírus o isolamento social para proteção às vidas. Sendo assim, os atos e manifestações de rua, com grande concentração de pessoas, estarão descartados esse ano. Avaliamos assertiva a opção por um “ato” virtual.

Acreditamos ser muito importe a realização de um 1º de maio “virtual” unitário, entretanto o protagonismo precisa ser das entidades dos trabalhadores, das centrais sindicais, dos movimentos populares, das organizações da juventude, dos partidos comprometidos com a causa dos trabalhadores e organizações democráticas, além das iniciativas culturais.

Nesse sentido, causou-nos espanto e indignação tomarmos conhecimento de que algumas centrais sindicais estão convidando para participar do ato live de 1º de maio figuras públicas que desvirtuam o caráter classista da atividade do Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, dentre elas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – responsável por uma avalanche neoliberal de privatizações – e o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ) – defensor das contrarreformas trabalhista (lei nº 13467/2017) e previdenciária (EC nº 103/2019) e articulador da retirada de direitos em tempos de pandemia -, dentre outras figuras da direita historicamente não compromissadas com os interesses dos trabalhadores, dentre outras figuras da direita historicamente não compromissadas com os interesses dos trabalhadores.

Diante disso, o SINASEFE enviou uma Carta Aberta às centrais sindicais questionando tais convites enviados para que inimigos históricos da classe trabalhadora compusessem o ato em defesa dos nossos direitos. Algumas entidades, como a CSP-Conlutas, a Intersindical, o MTST e a Frente do Povo Sem Medo romperam com o ato unitário. Avaliamos que o SINASEFE também não deva se somar a um ato de 1º de maio com setores orgânicos da burguesia e da direita, que atacam nossos direitos.

Diante do exposto, o SINASEFE conclama para que o ato virtual de 1º de maio esteja à altura das necessidades dos trabalhadores e trabalhadoras do país e das exigências de se construir medidas emergenciais não-neoliberais para contermos a crise no país. Iremos trabalhar com nossos próprios materiais em defesa dos nossos direitos. Orientamos nossas bases e seções sindicais a se somarem aos atos virtuais classistas dos quais temos acordo e que irão ocorrer em 1º de maio, como os seguintes:

  1. Ato live da Unidade Classista – às 8h30min em www.facebook.com/UnidadeClassista
  2. Ato live do Fórum Sindical, Popular e da Juventude de Lutas Por Direitos & Liberdades Democráticas – 8h30min em www.facebook.com/forumpordireitos
  3. Ato live da CSP-Conlutas e da Intersindical – 11 horas em www.facebook.com/CSPConlutas e www.facebook.com/intersindical.org.br

No mundo inteiro, os trabalhadores, mesmo em condições de isolamento social, vão protestar contra este sistema que sempre tenta descarregar a crise nas nossas costas. Não seremos coniventes com um 1º de maio em unidade com setores burgueses e representantes da direita no país.

Viva o 1º de maio classista!
Contra a retirada de direitos!
Fora Bolsonaro, Mourão e militares!

Direção Nacional do SINASEFE

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