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Sindicato debate: defesa da Rede Federal e o início do ano letivo 2020

Na tarde de terça-feira (04/02), na sede do SINASEFE, em Brasília-DF, o sindicato transmitiu em tempo real via Facebook, um bate-papo sobre a defesa da Rede Federal de Educação na retomada das aulas de 2020. Caio Sad (coordenador geral da Fenet), Camila Marques (coordenadora geral do SINASEFE) e Lucas Barbosa (professor do IFB) comentaram os desafios de estudantes e trabalhadores ao iniciar o novo ano letivo. A MPV 914/19, a MPV 895/19, as PECs do chamado “Mais Brasil”, o Future-se, a militarização e a implementação da Reforma do Ensino Médio estão entre os itens pautados no vídeo.

Em suas intervenções, Caio lembrou as mobilizações de 2019, que envolveram milhares de estudantes em todo país. “Desde o começo do governo Bolsonaro afirmamos que ele é nosso inimigo. No lançamento do chamado ID estudantil, o presidente deixou claro que o objetivo não era beneficiar os estudantes, e sim acabar com o movimento estudantil, ele usou essas palavras”, comentou. Caio se referiu à Medida Provisória nº 895 (com validade até o próximo dia 16/02), que atacou a autonomia das entidades na emissão de carteirinhas estudantis. O estudante convidou ainda os grêmios de todo país a se filiarem à Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico (Fenet).

Lucas destacou a centralidade da batalha pela derrubada da MPV 914/19. “Derrubar não apenas essa medida, mas uma série de ataques do governo Bolsonaro que tem como perspectiva acabar com a Educação Pública”, comentou. Ele abordou pontos como o fim da estabilidade e a reforma administrativa, comentando, inclusive, os acenos sobre a redução de salários. “Encaminharam uma PEC no final do ano que possibilita um corte nos salários, quem ganhar mais que três salários mínimos, ou seja, uma grande parte dos docentes, e uma parte menor de técnicos da Rede, que pode ficar com 25% a menos de salário no caso de déficit nas contas públicas”, explicou. A medida citada pelo professor é a chamada PEC Emergencial (PEC nº186/19), que, mesmo com a constitucionalidade em cheque, pode ser votada ainda no 1º semestre no Congresso.

“O governo já está implementando um desmonte da Rede Federal, a Rede já não é mais a mesma que existia há anos. E é preciso destacar a conivência de gestores (reitores e diretores) que tem implementado essas medidas, como o processo de privatização e de aplicação da Reforma do Ensino Médio, por exemplo “, defendeu Camila. Segundo a dirigente, o processo de implementação da Reforma do Ensino Médio está acontecendo mais rápido nos IF’s que nas redes estaduais e municipais, mesmo sem a obrigatoriedade desta implantação nas instituições federais.

Mobilização
Além de defender a mobilização unificada, com a participação nas atividades e jornadas em Brasília, os participantes também ressaltaram a importância das ações conjuntas localizadas, em cada local de trabalho e estudo: desde greves, grandes assembleias, paralisações e panfletagens até a realização de rodas de conversa, seminários, reuniões e debates.

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