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Volta presencial durante a pandemia: trabalhadores deflagrarão greve nacional sanitária nos colégios militares

O Exército Brasileiro determinou o retorno presencial das atividades nos colégios militares na próxima segunda-feira (21/09). Antevendo essa postura inconsequente, o SINASEFE já aprovou, desde julho, em sua 163ª PLENA, a deflagração de greve nos locais que determinarem retorno presencial e/ou semipresencial das atividades. Cumprindo trâmites legais, o sindicato nacional notificou ao Ministério da Defesa desta decisão e trabalhadores organizados nas seções espalhadas pelo país se mobilizam para resistir, em greve, e defender o direito à vida.

Reunião nacional
Debatendo a importância da adesão à greve nacional sanitária, o SINASEFE realizou nesta quarta-feira (16/09) uma reunião virtual com trabalhadores de colégios militares. “Em trabalho remoto desde o início da pandemia, os trabalhadores não podem voltar aos colégios durante a pandemia, ficar aglomerados e correndo risco de contaminação pela COVID-19”, destaca Flávio Barbosa, ex-dirigente do SINASEFE e coordenador do Sinasefe CMR/EAMPE.

Grupo de risco
“Não houve nenhuma testagem de estudantes, de professores, de técnicos, é um risco muito grande de chegarmos lá e nos contaminarmos uns aos outros. Muitos profissionais estão na faixa de idade de grupo de risco, os últimos concursos aconteceram há muitos anos”, relembra Flávio.

(In)Segurança sanitária
O retorno às atividades presenciais no Colégio Militar do Rio de Janeiro (CMRJ), onde os trabalhadores civis se mobilizaram e deflagraram greve, comprova que as chamadas medidas de proteção não estão sendo tomadas devidamente.
Professoras e professores militares ministram aulas sem máscara, estudantes sentam próximos, nem sempre as janelas estão abertas. E as imagens da falta de cuidado foram divulgadas pelo próprio colégio em suas redes sociais (Créditos das imagens abaixo: Divulgação Facebook CMRJ).



Especialistas
No decorrer da ação judicial ajuizada pela Seção Sindical do CMRJ, a justiça nomeou especialistas da Fiocruz e da UFRJ para elaborar laudo técnico sobre o retorno às atividades presenciais. Para a justiça, o tema é de a relevância, cheio de especificidades e, ainda, de “repercussão social da controvérsia”.

Recuo
Conforme noticiou a imprensa, alguns lugares do Brasil já recuaram da decisão de retomar as aulas presencialmente, como foi o caso do Colégio Militar de Fortaleza (CE) e de Santa Maria (RS).

Unidade
O SINASEFE reforça que a unidade das trabalhadoras e trabalhadores de colégios militares é fundamental neste momento para fortalecer a luta pela vida. Além da mobilização e do movimento paredista, o sindicato nacional está acompanhando e reforçando todas as medidas jurídicas que estão sendo tomadas, especialmente nas esferas locais.

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