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Abertura do evento

“Bem unidos façamos, nossa luta final, uma terra sem amos, a internacional!”. Entoando a canção histórica dos lutadores (A Internacional), começou na tarde desta quinta-feira (14/11) o 33º CONSINASEFE. Primeira atividade do evento foi a mesa de abertura com saudações às delegações vindas de todo país. A mesa foi composta pela coordenação geral do sindicato (Carlos Magno, David Lobão e Camila Marques) e mais onze pessoas: Gibran Jordão, Valmir Floriano, Gabriel Cruz, Elma Dutra, Rodrigo Rodrigues, Jacy Afonso, Hamilton Moreira, José Junior, Paulo Reis, Adriana Stella, Ricardo Velho e Guilherme Boulos (saudação em vídeo).

Hamilton Moreira, do Partido Comunista Brasileiro (PCB), comentou a conjuntura atual, que avaliou como, talvez, a mais difícil após a retomada da ‘democracia’. Comentando o chamado, que já é considerado clichê no movimento sindical, de retomada e fortalecimento do trabalho de base, Moreira destacou a importância de encontrar formas de dialogar com os trabalhadores. “Precisamos ganhar mentes e corações para defender os direitos que conquistamos com suor e sangue”, destacou.

Representante do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), Paulo Reis comentou a polarização social que o mundo enfrenta e as mobilizações das mulheres e do povo trabalhador. “Defendemos toda mobilização de unidade de ação, mas sem frentes de conciliação de classes”, finalizou.

Representante da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos
em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), Elma Dutra destacou a importância dos trabalhadores estarem de mãos dadas nas lutas. Ela finalizou sua saudação convidando os trabalhadores da Rede Federal para somarem-se à paralisação convocada pela federação para 26 e 27 de novembro.



O Secretário de Assuntos Jurídicos e Legislativos da  Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Gabriel Cruz, iniciou sua saudação manifestando solidariedade à Camila Marques, pelo PAD persecutório que a dirigente enfrenta. Ele destacou a relevância do internacionalismo no momento atual, comentou as lutas em defesa do Fundeb e contra a desvinculação de receitas para educação, e do desmonte geral dos serviços públicos. “Não existe nenhum debate de avanço nos direitos dos trabalhadores sem retomar e restabelecer o ambiente democrático no Brasil”, comentou Gabriel.

Representando a executiva da Federação Nacional dos Estudantes do Ensino Técnico (Fenet) José Junior comentou que é importante falar das ofensivas e das conquistas, e citou a liberdade de Lula. “Mas isso (soltura de Lula) não basta para enfrentar o pacotaço neoliberal: é nas ruas que podemos derrotar a extrema direita. Enquanto estudantes acreditamos que é necessário radicalizar as lutas!”, defendeu Junior.

Rodrigo Rodrigues, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Distrito Federal, afirmou que o é momento crucial para discutir as lutas, exatamente quando o governo apresenta um pacote que implementa o neoliberalismo no Brasil. “Convido o SINASEFE e se somar às plenárias que serão realizadas em todo país no dia 26/11. Em defesa dos Serviços Públicos Municipais, Estaduais e Federais, das Empresas Estatais, do Brasil e dos trabalhadores!” concluiu Rodrigo.

Falando pela Intersindical (Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora), Ricardo Velho explicou rapidamente a organização que representa e defendeu que a luta precisa se dar na unidade, especialmente inspirada no internacionalismo. “Ressalto a importância de, mesmo com as divergências, estarmos juntos nas ruas e nos locais de trabalho”, destacou.

Representando o Fórum de Lutas em Defesa da Classe Trabalhadora, Gibran Jordão defendeu que as ações de luta da educação se generalizem para toda a classe trabalhadora. Ele pontuou três elementos centrais nas lutas atuais: defesa dos direitos sociais e econômicos (salários, empregos), defesa de direitos democráticos e a luta ideológica. “Tudo que conseguimos nos últimos anos foi com muita luta, por isso, é preciso não ter a vergonha e o medo de defender uma sociedade justa e socialista, muitas vezes vacilamos, mas é uma defesa necessária”, finalizou.

Adriana Stella, representando a CSP-Conlutas, iniciou com uma saudação às mulheres pelo encontro realizado ontem. “Fomos às ruas quase todos os meses deste ano, em especial com o povo negro e as mulheres. Agora precisamos de uma frente única para lutar, fazer sim calendários em novembro e dezembro. A única alternativa colocada para classe é ir às ruas, debatendo um outro projeto de sociedade, um projeto socialista”, defendeu Adriana.

Posicionando-se pela Assessoria Jurídica Nacional do SINASEFE (AJN), Valmir Floriano, comentou que trabalha com o sindicato desde 2007. “Parabenizo o sindicato pelos 31 anos de lutas, num momento de tantos ataques que são quase diários”, ressaltou. Ele comentou também ataques recentes, tais como: limitação de horas para atestado médico, extinção de FGs, intervenção na nomeação de reitores, violações recorrentes à democracia. “Este congresso tem a missão importante de discutir planos de lutas, fazendo as discussões de forma aprofundada para trazer mais unidade aos trabalhadores”, destacou Valmir.

O coordenador geral Carlos Magno saudou os participantes que vieram de longe de destacou a importância dos debates para salvar a educação e os direitos. Comentou ainda a perseguição aos trabalhadores da Rede Federal, lembrando o caso de Wanderlan Porto. “Também temos o caso da reitora eleita do IFBA, Luzia Mota eleita em 2018. Não podemos sair deste congresso sem uma resolução de defesa de Luzia na reitoria!”, destacou Carlos. “Temos elementos suficientes da história para comprovar que o golpe e a prisão de Lula são faces medonhas da introdução das garras dos EUA na América Latina. Precisamos sair munidos daqui para fomentar a ida às ruas. Se não for pela luta não vai haver mudança”, defendeu.

Ao saudar os participantes que toparam o desafio de estar em Brasília e seguir em luta, Camila Marques destacou ataques como a militarização das escolas, que já atinge a Rede Federal. “Precisamos resgatar velhas formas de luta também, como processo das ocupações e as assembleias conjuntas”, comentou. “A palavra congresso nos remete a reunir, congregar. Congreguemos, portanto, que possamos sim, divergir, mas também avançar”, finalizou Camila.

Finalizando as saudações da mesa de abertura, David Lobão, deu boas vindas às delegações. “Depois da grande derrota nas eleições de 2018, temos uma grande vitória da classe trabalhadora: agora Lula estará nas ruas, o SINASEFE deve apoiar politica e financeiramente essa mobilização”. Lobão defendeu, ainda, fazer um bom e respeitoso congresso. “Queremos tratar as diferenças com responsabilidade para nos educar e votar conscientes”, concluiu.

Regimento do Congresso

Segundo momento do CONSINASEFE foi dedicado ao debate do regimento interno e da programação do evento. Dentre as alterações realizadas no regimento está o critério para o debate de teses estatuintes em plenário, modificado para o mínimo de aprovação 30% em algum dos grupos (Artigo 9º, parágrafo 2º). Plenária do Conselho de Ética foi suprimida da programação, por um pedido da atual composição do colegiado.

Saudação de Jul Pagul (Embaixada da Venezuela)

“A Embaixada foi atacada, imagina se uma quadrilha invadisse a Embaixada do EUA? Foram mais 15h de sequestro. Os invasores diziam ter ordem da chancelaria do Ministério das Relações Exteriores (MRE) para ocupar desestabilizar O diálogo e o respeito do governo maduro que retirou os invasores. Acreditamos numa América Latina livre e soberana! Nenhum de nós é tão bom quanto todos juntos!”, comentou Jul Pagul, do Comitê de Resistência da Embaixada Venezuelana.

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