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Carta às direções das centrais sindicais

A Direção Nacional (DN) do SINASEFE produziu nesta terça-feira (28/04) uma Carta Aberta destinada às direções das centrais sindicais brasileiras, com o intuito de debater a realização das atividades do Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, que será celebrado em 1º de maio (próxima sexta-feira).

Confira a Carta Aberta na íntegra:

Carta às direções das centrais sindicais a respeito da realização do 1º de maio em tempos de COVID-19

Iniciamos saudando a memória e o significado político de nosso 1º de maio classista em termos históricos. Este ano, excepcionalmente, em função da pandemia e da crise sanitária, a qual, corretamente, exige como medida de contenção à propagação do vírus medidas de isolamento social em proteção às vidas. Sendo assim, os atos e manifestações de rua, com grande concentração de pessoas, estarão descartados neste ano. Avaliamos assertiva a opção por um “ato” virtual.

Acreditamos ser muito importe a realização de um 1º de maio “virtual” unitário, entretanto o protagonismo precisa ser das entidades dos trabalhadores, das centrais sindicais, dos movimentos populares, das organizações da juventude, dos partidos comprometidos com a causa dos trabalhadores e organizações democráticas, além das iniciativas culturais.

Nesse sentido, causou-nos espanto e indignação tomarmos conhecimento de que algumas centrais sindicais estão convidando para participar do ato-live figuras públicas que desvirtuam o caráter classista do 1º de maio, dentre elas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – responsável por uma avalanche neoliberal de privatizações – e o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) – defensor das contrarreformas trabalhista (lei nº 13467/2017) e previdenciária (EC nº 103/2019) e articulador da retirada de direitos em tempos de pandemia -, dentre outras figuras da direita historicamente não compromissadas com os interesses dos trabalhadores.

Diante do exposto, o SINASEFE conclama para que o ato virtual do 1º de maio esteja à altura das necessidades dos trabalhadores e trabalhadoras do país e das exigências de se construir medidas emergenciais não-neoliberais para contermos a crise no país.

No mundo inteiro, os trabalhadores, mesmo em condições de isolamento social, vão protestar contra este sistema que sempre tenta descarregar a crise nas nossas costas.

Fora Bolsonaro, Mourão e militares!

DN do SINASEFE

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