Postagem atualizada em 25/06/2025 às 18h32

Em meio a uma das mais importantes greves da Educação Federal nos últimos anos, com pautas legítimas como a recomposição salarial, a reestruturação das carreiras e a valorização do serviço público, o Proifes escolheu não estar ao lado da categoria, mas ao lado do Governo. Assinou um acordo rebaixado, sem consulta à base, enfraquecendo a mobilização nacional construída com tanta luta por entidades combativas como o SINASEFE.
Em 2024, enquanto a categoria seguia mobilizada, em greve, o Proifes tentou dar fim à luta atuando como um protetor dos interesses do Governo em vez de um defensor da classe trabalhadora, prejudicando milhares de professoras e professores pelo Brasil.
Mas a traição dos ratos do Traifes não para por aí! Como se não bastasse boicotar o movimento grevista, agora o Proifes está convocando assembleias em Universidades e Institutos Federais de todo o país com o objetivo explícito de invadir sindicatos de base. Isso é um golpe. É uma tentativa vergonhosa de enfraquecer entidades sindicais que têm história, legitimidade e autonomia construída com muito trabalho coletivo e democrático.
Ainda, está espalhando notícias falsas – de que o SINASEFE foi responsável por um Acordo de Greve rebaixado para os docentes, quando na verdade, foram eles que assinaram um acordo rebaixado em uma sala escondida, porque as entidades sindicais já haviam dito não à proposta insuficiente do Governo.
Não se trata apenas de divergência política. Trata-se de romper com qualquer princípio ético de organização sindical. Um grupo que assina acordos pelas costas da categoria e depois tenta entrar nas bases pela porta dos fundos não pode ser visto como aliado e nem como representante legítimo da nossa luta.
No dia 2 de maio de 2025, o Proifes tentou avançar com sua pauta promovendo uma tentativa de invasão de base em Salvador-BA, mas os trabalhadores da Educação Federal não deixaram isso acontecer.
No dia 25 de junho de 2025, o Proifes novamente tentou invadir bases já representadas pelo SINASEFE, desta vez no Ceará, chamando inclusive a Polícia Militar e contratando “seguranças” para intimidar fisicamente os trabalhadores. Na votação, infelizmente fomos vencidos.
Denunciamos e repudiamos publicamente a postura do Proifes. Seguimos firmes na greve de 2024 e nas lutas que vieram depois dela, sempre em defesa da unidade, da democracia de base e da dignidade de quem constrói o serviço público todos os dias com trabalho, estudo e compromisso. SINASEFE sempre na luta!
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Baixe aqui a Nota sobre as invasões de base do Proifes, visível logo acima, no timbre do sindicato (arquivo PDF, tamanho A4, uma página).