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5 de outubro: Dia Mundial do Educador

Milhares de educadores de 25 países se reuniram virtualmente nos dias 25, 26 e 27 de setembro no 1º Congresso Mundial em Defesa da Educação Pública e Contra o Neoliberalismo Educacional.

Em diferentes linguagens e locais, formamos uma importante resistência educacional. Neste Congresso encontramos mais de uma centena de expositores dos movimentos sindical, popular, acadêmico, científico, pedagógico, crítico, feminista, anti-racista e ambientalista, comprometidos com a defesa do direito de milhões de crianças e jovens à Educação Pública, que se encontra atualmente sitiada por corporações e governos neoliberais que, aproveitando-se da pandemia, tentam vender a ilusão de que a ação educativa pode dispensar salas de aula, professores e o calor do contato humano e também colocar em quarentena os direitos dos trabalhadores da Educação.

O 1º Congresso Mundial de Educação debateu a situação da Educação no mundo antes, durante e depois da pandemia; a necessidade de um sindicalismo democrático comprometido com a transformação educacional; o futuro da escola e da universidade; a defesa da Educação Pública e de pedagogias críticas; e a necessidade de uma Coordenação Global das lutas pelos direitos dos educadores e pela Educação como um direito social e humano.

Dia Mundial do Educador

Hoje, dia 5 de outubro, é o Dia Mundial do Educador, instituído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Nesta importante e simbólica data, os participantes do 1º Congresso Mundial de Educação declaram:

  • A condenação do novo modelo de privatização educacional que se impõe no marco da pandemia da COVID-19;
  • Que a Educação Pública, Gratuita, Popular, Laica, Científica, Não Sexista, Não Racista, Emancipatória e de Excelência é nossa bandeira e defendemos a Educação presencial, com encontros, diálogos e construção partilhada de conhecimentos em salas de aula e instituições de ensino, e sempre ao serviço dos problemas globais, nacionais e locais das grandes maiorias populares.
  • Que a Educação presencial não se opõe ao uso de inovação tecnológica em escolas, faculdades e universidades, mas isso requer o desenvolvimento de plataformas virtuais independentes e nuvens digitais soberanas nas mãos dos sistemas nacionais de Educação e organizações sindicais dos trabalhadores em Educação, sem o controle das grandes corporações.
  • Que o desinvestimento educacional sistemático que vem ocorrendo no marco das políticas neoliberais, agravado na conjuntura pela pandemia, se expressa também na deterioração das condições de trabalho e salários dos educadores. Juntamente com o resto dos setores da classe trabalhadora, os educadores sofrem as consequências da crise capitalista, enquanto continuam a ser pagos juros pelas dívidas ilegítimas aos credores internacionais e enquanto os setores de concentração do poder continuam a manter os seus privilégios. Deve ser garantido o respeito pelos direitos trabalhistas dos trabalhadores em Educação, com pleno acesso à formação e atualização permanente, gratuita e em serviço, a cargo dos Estados e das instituições de ensino.
  • Que é urgente abrir um diálogo permanente com as organizações de estudantes e suas famílias que defendem o direito à Educação, a fim de construir com eles caminhos de trabalho compartilhados.
  • Que é necessário estabelecer um plano de unidade nas lutas que se expresse na solidariedade ativa com todas as formas de defesa da Educação Pública e contra o neoliberalismo, que se travam nos territórios locais, nacionais, continentais e mundiais.
  • Que devemos trabalhar em um caminho unitário que permita estabelecer a segunda semana de junho de 2021 como a Semana Mundial das Mobilizações em Defesa da Educação Pública, Ciência e Cultura, na qual se articulam organizações de trabalhadores da Educação, associações de famílias e alunos. Trabalharemos no pós-Congresso para promover a Marcha Global de Trabalhadores da Educação, Estudantes e Famílias e a realização de um Congresso Mundial de Educação Artística e Cultura.

Somos um movimento pedagógico que hoje combate a política de mercado

Emergimos de todos os continentes, economias e realidades e construímos pedagogias de autonomia, emancipação, feminismo e libertação, no dia a dia!

Somos irmãos na luta em defesa da Educação crítica referenciada na sociedade, construída a partir do povo e agora articulada nas redes, que têm servido para dar voz (graças a um poderoso esforço coletivo) a milhares de professores e trabalhadores em Educação, distribuídos por todo mundo!

Educadores do mundo, uni-vos!

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Baixe aqui o texto acima em formato PDF, divulgado em Boletim de Imprensa do Congresso Mundial de Educação.